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Saúde Animal: Leishmaniose Visceral

1 de outubro de 2010  •  Cuidados Essenciais, Saúde Animal

Há algumas semanas, tenho acompanhado uma série de posts da Ana Corina, do blog Mãe de Cachorro, sobre Leishmaniose Visceral.

Resolvi postar sobre o assunto também, pois sei que existem muitas pessoas que tem dúvidas sobre a doença ou nunca ouviram falar sobre Leishmaniose.

LeishmanioseClique na imagem para ampliar

 

O que é a Leishmaniose Visceral e como é transmitida?

É uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, transmitida somente pela picada de um inseto infectado, conhecido como mosquito-palha. Humanos e várias espécies de animais, inclusive silvestres, podem ser hospedeiros da doença, mas não transmitem por contato direto como mordidas, lambidas e etc.

Só o mosquito transmite a doença.

Animais e humanos, não transmitem a doença entre si. Para que ocorra transmissão, é preciso a presença do inseto infectado.

Sintomas e diagnótico

Os sintomas em humanos são febre persistente, magreza, fraqueza e barriga inchada. Em animais, apatia, lesões resistentes na pele, emagrecimento e etc. Atenção! Vários sintomas são comuns a outras doenças facilmente tratada, como sarna.

Para um diagnóstico correto, é necessário um exame parasitológico. Apenas os testes sorológicos feitos pelas autoridades sanitárias, não são suficientes para afirmar que o animal tem a doença.

Tratamento

Para os humanos, o Governo garante o diagnóstico e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para os animais domésticos, existe tratamento também. O proprietário tem direito e dever de tratar seus animais.

Com autorização judicial, proprietários e médicos veterinários ficam autorizados a proceder com o tratamento, que não custa caro e tem resultado rápido. Um animal em tratamento de acordo com orientações veterinárias e protegido por repelentes, não é uma ameaça pública.

Prevenção

É muito importante, manter a casa, quintal e arredores limpos e livres de lixo, principalmente o lixo orgânico (restos de vegetais, animais e outros materiais que são ser usados como adubo quando decompostos). O ideal é aplicar repelentes nas paredes, muros e quintas. Use telas finas em portas e janelas, isso evita que o inseto entra em sua casa.

Repelentas naturais e baratos, como citronela e óleo de neem, são encontrados em agropecuárias e podem ser usados nos animais e no ambiente. Existem também os específicos para animais, como coleira Scalibor, pour-on (Pulvex) e cipermetrina (gotas).

Dezenas de milhares de cães são sacrificados como tentativa frustrada de controle da doença, que só vem crescendo devido ao lixo acumulado e à devastação das matas. Sacrifício de animais, não protege humanos!

Créditos: Mãe de Cachorro, É O Bicho