Saúde Animal

Saúde Animal: Displasia Coxofemoral

Displasia Coxofemoral

Algumas coisas sobre displasia coxofemoral.

O que é:

É o desenvolvimento anormal da articulação do quadril (do fêmur com a pelve), é um problema hereditário, mais comum em raças de grande porte como Pastor Alemão, Rottweiler, Labrador, Dogue Alemão entre outras.  Ocorre muitas vezes uma sobrecarga devido à grande massa muscular do animal ocorrendo instabilidade, desgaste e lesão desta articulação.

Sintomas:

Os sintomas podem aparecer a partir dos cinco meses de idade, dependendo da evolução e gravidade:

  • claudicação (o animal “manca” – apresenta dificuldade para se locomover);
  • resistência e dor quando submetido a caminhadas e brincadeiras
  • temos a impressão, em alguns casos, que o animal está rebolando (há o movimento acentuado do quadril quando ele anda);
  • nos casos mais avançados o animal para de andar.

Alguns agravantes:

  • Animas que estão acima do peso,
  • pisos muito lisos (o animal tem maior dificuldade para andar por causa do atrito diminuído, forçando mais suas articulações),
  • falta de exercício (diminuindo o tônus muscular) e
  • animais idosos.

Dicas para prevenção e controle:

Se for comprar um cão de grande porte em um canil, peça o certificado negativo de displasia coxofemoral dos pais do animal, muitos criadores já estão fornecendo.

Por ser uma doença hereditária, é mantido um rígido controle dos padreadores, afastando da reprodução os animais que apresentam a doença. 

Se seu animal já tem a doença, faça sempre o controle com seu veterinário, através do raio x é possível avaliar o grau de displasia do seu animal, podendo optar por tratamento conservativo, com exercícios, fisioterapia e medicamentos, ou tratamento cirúrgico.

Sempre consulte um médico veterinário!

A seção "Saúde Animal" é escrita pela médica veterinária Dra. Juliana Baboghlian.

É proibida a cópia ou qualquer outra forma de reprodução, integral ou parcial, sem prévia e expressa autorização do autor.

Imagem: SXC

16 Comentários

  • Andreza

    hehe olha a gafe!! Te chamei de Pat (mas sei que é normal confundir seu nome com Patricia, minha melhor amiga se chama Priscila rsrsrsrs)

    bjsssssssss

    Resposta de Priscila Magalhães:

    Sem problemas, eu acabei corrigindo. ;)

    Pode linkar e divulgar o post que a Dra. Juliana escreveu! :*
    Agradecemos o carinho!

    Beijos

  • Lucas Viana

    Eu conheci um golden retriever, como a Andreza citou, com esses sintomas. A dona, minha vizinha, era relapsa com o cão e ele morreu de velhice, mas tinhamos a impressão de que ele rebolava e mancava quando andava… A gente sempre falava pra ela cuidar melhor dele mas ela achava que era normal ele ter essas dificuldades pela idade dele. É uma pena como muitos cães sofrem à toa pelo descuido dos donos. :/

  • elizabeth

    Oi querida!
    Faz uma semana que perdemos nossa pastor alemão, ela tinha 14 anos…era muito bem cuidada, teve os melhores donos e veterinários mas infelizmente morreu com displaxia, só se levantava pela manhã durante uns 2 minutos para tentar fazer as necessidades…ela não morreu por isso e sim por causa do câncer no útero que se alastrou pelo pulmão e também problemas no coração, optamos pela eutanásia…foi o dia mais triste de toda a minha vida, mas ela se foi dignamente, com os donos ao seu lado e no cantinho que ela mais gostava da casa…enterramos no quintal, tb em seu canto predileto, vamos plantar um abacateiro, era a fruta que ela mais amava…um beijo.

  • Juliana Baboghlian

    É muito bom saber, e tenho certeza que ela é muito grata por tudo que você fez por ela =]
    Infelizmente tem muita gente que pode mas prefere não enfrentar os problemas com seu cão, quando aparecem as doenças, quando chega a idade…
    Mas você tava do lado dela até o fim =]

  • Cecília

    Oie, audorei! Baita post! Muito bom e claro! A questão da predisposição génetica foi super bem explicada, as vezes o animal tem uma vida super bacana, sem os agravantes citados e aparecem os tais sintomas. Aprendi tb q gen[etica é “loteria”!! Prevenir é o melhor remédio! bjks Cecília.

  • Cassia

    Muito bom você trazer esse assunto para o blog, Pri! “Fabricantes de filhotes” simplesmente não dão a mínima para esta grave doença. a única forma de evitar que eles continuem procriando cães com predisposição genética é divulgando conhecimentos, como você está fazendo! Beijos!

  • vanessa

    tenho nove caes sendo que seis eram de rua.um deles tem displasia e cuido com medicamentos.mas sei que ele sente dor mesmo assim.fico muito triste de ve-lo mancando.mesmo assim ele e guerreiro e quando melhora fica todo feliz..vai pro quintal ,late com os outros.gostei de saber sobre displasia.é muito importante saber sobre as doenças que os caes podem ter. abraços

  • conceição Lyra

    Conceição Lyra
    gostei muito da dicas, pois tenho quatro dogs , que são meus filhos tenho muito cuidado com eles e me prroculpo muito com a s[aude deles, são meus melhore amigos, eu os amo muito

    bjs

  • Fernanda Gomes

    Olá gostei bastante do texto!
    Tenho um labrador e as vezes observo durante a noite que ele sente dor na parte dos órgãos genitais no lombar. Vc pode me dizer se pode ser displasia coxofemoral???

  • Lanes Maria dos Santos

    Fineza me orientar. Meu cao rotweiller com nove anos ta com displasia grave, tá sendo medicado há oito dias e não vi melhora em seu quadro, tá tomando condroton, novalgina, e corticorten. O veterinário disse q uma cirurgia pode produzir um resultado incerto. Disse que a decisão da eutanasia e com o proprietário. Tô muito deprimida com o resultado. Ele come bem está ativo, mas não fica em pé, se molha todo qdo faz xixi, fico muito penalizada com a situação. Por favor me responda. Grata

  • Anônimo

    Encontrei uma golden adulta na rua, adotei e estou cuidando dela, ela é linda, achei estranho ela rebolar tanto para andar, dai procurei no google e achei este post, vou verificar se não é displasia, muito obrigada pela dica.

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