Saúde Animal

Saúde Animal: Diabete em animais

Diabete em animais
Diabete é um assunto sério!

Entendendo um pouco mais sobre diabete

O pâncreas: insulina e glucagon

O pâncreas é um órgão que fica localizado próximo ao intestino delgado, é uma glândula endócrina (produz a insulina e glucagon que são liberados no sangue) e exócrina (produz também enzimas digestivas que são lançadas diretamente no intestino).  Os alimentos são quebrados em pequenas moléculas e uma delas é a glicose, que fornece energia para todas as células do corpo. A glicose é absorvida e fica disponível no sangue, mas para que o corpo possa utilizá-la ou armazená-la, é necessário um hormônio peptídico (insulina) que funciona como se fosse uma ponte, permitindo a passagem da insulina do sangue para as células.

Quando há bastante glicose no sangue a insulina é liberada pelo pâncreas e quando o animal está com pouca glicose no sangue (quando está há muito tempo sem comer) o pâncreas libera o glucagon, que é responsável pela quebra das reservas energéticas presentes no fígado ou tecido adiposo, por exemplo, para disponibilizar energia.

Diabete mellitus tipo I ou dependente de insulina

Neste caso há a diminuição na disponibilidade de insulina, que pode ocorrer por diversos motivos como problemas na sua produção, infecção e inflamação no pâncreas ou problemas imunológicos. É um problema muito comum em cães, principalmente adultos, e a incidência é maior em fêmeas.  Os sinais mais comuns são: ingestão acentuada de água e alimentos, perda de peso, fraqueza e catarata bilateral. Os animais com diabetes podem ser mais susceptíveis às outras doenças e apresentá-las de forma crônica.

O tratamento para este tipo de diabete constitui na reposição de insulina para que seu metabolismo energético possa funcionar normalmente. A dosagem é ajustada pelo médico veterinário até encontrar a que o animal melhor se adapte.

Diabete mellitus tipo II ou independente de insulina

Neste caso há produção normal de insulina, porém existe uma dessensibilização dos receptores dela nas células do animal para que ocorra o transporte da glicose e resistência à insulina. Ocorre geralmente em animais obesos. Os sintomas são praticamente os mesmos e o tratamento constitui na redução de peso, restrição calórica e tratamento com drogas que sensibilizam os receptores de insulina ou aumentem a produção do hormônio, de acordo com a avaliação do veterinário.

Uma das forma de diferenciar estes dois tipos de diabete é fazendo um simples exame onde se detecta a quantidade de insulina no sangue do animal, é feito após a refeição e também em jejum. Se houver suspeita de diabete e o animal tiver baixa quantidade de insulina nestes casos pode estar sendo acometido pelo tipo I, caso a dosagem de insulina estiver normal, do tipo II.

Referências consultadas:
CARLTON, W. W.; MCGAVIN, M. D. Patologia Veterinária Especial de Thomson. 2ª edição. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
COSTANZO, L. S. Fisiologia. 2 ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.

A seção "Saúde Animal" é escrita pela médica veterinária Dra. Juliana Baboghlian.

Atenção! É proibida a cópia ou qualquer outra forma de reprodução, integral ou parcial, sem prévia e expressa autorização do autor.

Imagem: Getty Images

7 Comentários

  • Nady

    oiii amadas :D vima qui só pra dizer que acho que vou fazer vestibular pra veterinária *-* é o que eu sempre quiz desde pequena mas tinha medo de arriscar, torçam por mim, o vestiba é final desse ano .õ/

  • Gata Lili

    Este blog é muito bonito, apesar de ser uma gata, eu também gosto de outras raças. Defendo todos os animais. Te convido para conhecer meu blog e outros perfis. Um grande abraço. Voltarei mais vezes.

  • Sarah Lee

    Ooi flor, lembra de mim? do meu querido pastor Belga e daquela historia triste. Bem eu fiquei impossibilitada de visitar teu site novamente pois dentro de 6 meses perdi dois queridos e amados amicães. O Doug pastor Belga de 16 anos e agora faz uns 20 dias minha querida e companheira Belly de 13 anos a poodle. Muita tristeza e saudades dos meus cachorros q ah tanto tempo viveram na minha vida, corta o coração.
    De diabetes eu entendo bem, a de cachorro. Minha poodle ficou cega por isso e no final da vida deu falencia renal. Insulina 2 vezes por dia por 1 ano e foio q ela conseguiu viver depois do inicio da diabetes.
    Chorei feito um nene, mas graças a Deus ela morreu naturalmente, quetinha e não tive qtomar a mesma decisão q tive com o pastor Belga de sacrificar, pois jamais me perdoaria, ISSO È TERRIVEL, mas quando não tem jeito deixar o cachorro sofrer e ainda pior.

    Bem, agora me resta a Shnauzer, mas tenho muitas saudades dos meus companheiros, pra mim, foram duas pessoas q morreram e a casa ficou mais triste.

    Num bom sentido, é terrivel entrar aqui no seu blog e deparar com todas essas historias de amiçães e fotos, mas o tempo passa e nos ajuda a superar, mas a saudade castiga.

    Vc tem um otimo canto para nossos amigos, posi eles merecem, só eles fazem a gente sorrir mesmo não querendo ou sem necessidade…enfim são amigos pra sempre.

    SÒ SEI Q CACHORRO DEVERIA DURAR PRA SEMPRE!!

    Beijão

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