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Saúde Animal: Vacina contra raiva

2 de agosto de 2010  •  Saúde Animal

Está chegando o período da campanha de vacinação de cães e gatos contra a raiva animal.

Você conhece essa doença?

A raiva é uma doença que acomete mamíferos, e que pode ser transmitida aos homens, sendo portanto, uma zoonose.

É causada por um vírus mortal, tanto para os homens quanto para os animais.

Em alguns países desenvolvidos, a raiva humana está erradicada e a raiva nos animais domésticos está controlada, mas ainda é efetuada vigilância epidemiológica em função dos animais silvestres.

No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas. Mesmo no Estado de São Paulo existem regiões com epizootia (epidemia entre animais), devendo haver, principalmente por parte dos municípios, um melhor desempenho nas atividades de controle da raiva animal.

Descrição da raiva:

  • é uma zoonose causada por vírus;
  • envolve o sistema nervoso central, levando ao óbito após curta evolução da doença;
  • todos os animais mamíferos são suscetíveis à doença;
  • a imunidade pode ser adquirida através da vacinação.

Fonte: Instituto Pasteur

Em áreas urbanas, o cão é o principal alvo na transmissão da doença. No entanto, é necessário lembrar, que o aumento da população felina, o gato passou a ser um dos principais transmissores da doença.

Por esse motivo, é bom lembrar que é necessário imunizar cães e gatos.

Em pesquisas realizadas recentemente, o morcego também tem sido um potencial transmissor da doença, por isso, é necessário tomar muito cuidado ao ter contato com esse tipo de animal.

A vacinação em cães e gato

Para cães e gatos, é indico tomar a primeira dose da vacina a partir dos 3 meses de idade. A dose de reforço deve ser administrada 30 a 45 dias após a administração da dose inicial.  A revacinação periódica deve ser anual.

Contra-Indicações

Em geral, as contra-indicações são relacionadas à hipersensibilidade de animais aos conservantes, como fenol e timerosol.

Reações adversas à vacina

  • Reações locais: hiperemia, dor, edema, calor local, reações urticariformes no ponto de administração.
  • Reações gerais: febre, apatia ou inquietação, prurido, edemas da face, membros e/ou glote, pápulas, urticária, vômitos, diarréia.

As prefeituras terão até o final de setembro para começar a vacinação nos animais. No ano passado, cerca de 5 milhões de cachorros e 630 gatos receberam a dose em São Paulo.  Para 2010, a estimativa é que sejam distribuídas 7,2 milhões de doses da vacina.

Distribuição da vacina por região
Departamentos Regionais de Saúde Total
Capital 1.500.000
ABC 274.000
Alto Tietê 452.000
Franco da Rocha 108.000
Osasco 450.000
Araçatuba 157.800
Araraquara 195.000
Assis 97.000
Barretos 104.700
Bauru 198.600
Botucatu 143.100
Campinas 740.000
Franca 110.000
Marília 150.000
Piracicaba 280.000
Presidente Prudente 208.300
Vale do Ribeira 91.500
Ribeirão Preto 260.000
Baixada Santista 270.000
São João da Boa Vista 182.600
São José do Rio Preto 355.078
Sorocaba 515.470
Taubaté 399.925
Total 7.243.073

Fontes: Instituto Pasteur e G1

Editado: A Ana do blog Mãe de Cachorro, escreveu um post bem esclarecedor a respeito dos malefícios da vacinação excessiva de cães e gatos. Vale a pena ler e tirar suas próprias conclusões.

ATUALIZADO em 20/08/10 às 9:48
Alguns animais tiveram reações adversas e resolveram suspender a vacinação em São Paulo. Leia a notícia abaixo:

Secretaria decide suspender vacinação contra raiva em SP

Diante das reações adversas apresentadas por animais vacinados e notificadas à Coordenadoria de Controle de Doenças, a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo decidiu nesta quinta-feira (19) suspender a campanha de vacinação antirrábica de cães e gatos. O anúncio foi feito pela secretária-adjunta da pasta, Clélia Aranda, na sede da secretaria, na Avenida Dr. Arnaldo, na região da Avenida Paulista.

Na capital e em Guarulhos, foram registrados sete casos de choque anafilático, a reação mais grave, em  animais vacinados, dos quais seis morreram, sendo quatro gatos e dois cães. Em São Paulo, mais de 121 mil animais já foram imunizados. Entre os dias 16 e 17, foram notificados 567 casos de reações adversas, sendo que 38% foram eventos considerados graves pela secretaria, como prostração, anorexia, dificuldade respiratória, convulsões e hemorragias.

Em Guarulhos, cuja campanha foi suspensa já na semana passada, houve 40 reações adversas, entre 9 e 13 de agosto. No total, mais 42 mil animais foram vacinados. No interior, foram registrados quatro óbitos, mas os dados ainda são incipientes. A nova vacina antirrábica foi adotada pelo Ministério da Saúde neste ano e começou a ser distribuída aos estados no início deste semestre.

Apesar disso, para a secretária-adjunta, ainda não é possível associar as reações adversas com a aplicação da nova vacina. "Decidimos suspender a campanha de vacinação porque pretendemos fazer uma investigação mais aprofundada, para saber se os óbitos têm a ver com as vacinas. Não podemos falar ainda em substituição da vacina", afirmou Aranda.

Segundo a secretária-adjunta, nos anos anteriores não houve tantos casos relacionados à vacinação antirrábica notificados. "Por isso, decidimos suspender a campanha por precaução, mas precisamos descartar primeiro outras possibilidades. O choque anafilático pode acontecer, mas queremos saber se os eventos são proporcionais", disse.

Clélia Aranda afirmou ainda que a nova vacina é um produto licenciado no país desde 2003. "A formulação dela é produzida com uma tecnologia diferente, "uma tecnologia mais apurada". Segundo ela, desde 1998 não são registrados casos de raiva transmitida por cães no estado. "A nossa preocupação atual é com a raiva transmitida por morcego", disse.

A maior parte das reações tem sido observada em gatos e em cães de pequeno porte (até 6,5 kg de peso). Em São Paulo, 85,3% das reações adversas foram em gatos vacinados nos dias 16 e 17.

Fonte: G1