Seção: “Arte”
Nesta seção você encontra imagens e informações sobre arte e cachorros. São belíssimas obras e intervenções artísticas envolvendo o melhor amigo do homem, o cachorro.
Nesta seção você encontra imagens e informações sobre arte e cachorros. São belíssimas obras e intervenções artísticas envolvendo o melhor amigo do homem, o cachorro.
Por Priscila Magalhães

A peça “Ivan e os Cachorros” foi escrita pela premiada autora inglesa Hattie Naylor, baseada em uma história real passada em Moscou na década de 1990. Ivan é inspirado em Ivan Mishukov, que passou parte da sua infância (dos quatro aos seis anos de idade) vivendo nas ruas de Moscou. E Ivan conseguiu sobreviver nas ruas com a ajuda de uma matilha! Isso mesmo! Um garotinho tão pequeno foi acolhido por cães de rua! A história de Ivan é comparada com a de Mogli e é chamado de “Mogli urbano pós-perestroika”.
Na montagem brasileira, Ivan é interpretado por Eduardo Mossri. O ator interage com cachorros montados por meio de iluminação, efeitos sonoros, composições musicais e projeções multimídia. O mais surpreendente é que é o próprio Eduardo Mossri quem comanda os efeitos que coloca na história, com aparelhos que estão no palco.
Uma história emocionante e uma experiência diferente.
"Ivan e os Cachorros"
Sábados e Domingos às 20:30
De 03 de março a 01 de abril de 2012
Teatro Cultura Inglesa - Pinheiros
Rua Deputado Lacerda Franco, 333, Pinheiros - São Paulo/SP
Tel: (11) 3095-4466
Por Priscila Magalhães

A imagem acima é toda feita com confeitos, você acredita?
O artista Joel Brochu utilizou 221.184 confeitos e demorou mais de oito meses para terminar a obra acima. Talento, paciência e dedicação definem o trabalho desse artista. ;)
O nome da técnica utilizada por Joel para produzir a obra acima é pontilhismo. Trata-se de uma técnica de pintura em que o artista fez desenhos e representações usando pequenos pontos ou manchas, dando ao observador, um efeito ótico diferente da pintura convencional. Fonte

Para criar essa obra, Joel utilizou seis cores de confeitos: vermelho, laranja, verde, azul, preto e branco para criar uma infinidade de matizes. Para fixar os confeitos ele utilizou fita dupla face, uma fina camada de cola e com toda a paciência do mundo, colou confeito a confeito utilizando uma pinça para jóias. Incrível, não?
Detalhe: você só consegue ver bem a obra se estiver a uma distância de 5 metros. Muiito bacana!
Por Priscila Magalhães
Tenho encontrado coisas muito legais relacionadas a cachorros pela internet. Um achado recente foi o trabalho de Stephen Kline.
Stephen cria cachorros desenhando-os apenas como palavras. O mais interessante é que cada cachorro é desenhado utilizando apenas o nome da raça ao qual ele pertence. A técnica utilizada pelo Stephen Kline se chama litografia.
Litografia (do grego λιθογραφία, de λιθος-lithos pedra e γραφειν-graféin grafia, escrita) é um tipo de gravura. Essa técnica de gravura envolve a criação de marcas (ou desenhos) sobre uma matriz (pedra calcária) com um lápis gorduroso. A base dessa técnica é o princípio da repulsão entre água e óleo. Ao contrário das outras técnicas da gravura, a litografia é planográfica, ou seja, o desenho é feito através do acúmulo de gordura sobre a superfície da matriz, e não através de fendas e sulcos na matriz, como na xilogravura e na gravura em metal (ver técnica). Fonte: Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Litografia
Stephen Kline conta em seu site que, há alguns anos fez um Papai Noel utilizando a técnica da litografia (e a mesma que a utiliza para desenhar cães) e enviou para amigos e familiares. Tempos depois, notou que muitos deles emolduraram os cartões recebidos, foi a partir daí que ele começou a trabalhar intensamente com a técnica de litografia e hoje conta com mais de 6 mil obras produzidas.








Clique para ver os detalhes de cada desenho. Vale a pena conferir um por um! :D Obras de Stephen KlineAs obras custam US$ 99.99. E parte da renda obtida através das vendas de suas obras é revertida a resgate de animais abandonados.
Site: http://drawdogs.com
Gostou? :D Eu quero todos!!!
Por Priscila Magalhães
A arte da colagem consiste em manipular, organizar e colar diversos materiais em uma superfície plana. Já abordei o assunto aqui no Amo Cachorros.
Dias atrás encontrei mais uma artista que faz belíssimas colagens de cachorros. Um trabalho muito bonito e bem criativo. Michel Leah Keck, artista autodidata, acredita que todos nascem com um talento e que a criação de arte é um presente que ela recebeu.
Suas pinturas são instantâneas e impulsivas. Michel Leah Keck sempre pintou rapidamente e isso a diferencia de muitos outros artistas. Seu estilo é intenso e emocional.
“The Artist Raw” é a marca registrada e como Keck é conhecida. Ela ficou conhecida por esse “apelido”, após ter tido sérios problemas de saúde e ter passado a comer alimentos crus e naturais.
Após essa fase, a artista passou a trabalhar com arte em tempo integral. Até o final de 2006, Keck havia vendido mais de 1.500 obras originais para colecionadores de arte em todo os EUA, Canadá, Brasil, Japão, Austrália, Nova Zelândia, Holanda, Irlanda, Chile, França, Itália, Áustria, Portugal, Grécia, Noruega e Porto Rico. Além de já suas pinturas e obras expostas em diversos lugares dos EUA e Londres.
Além de fazer muito sucesso com suas obras abstratas, Keck também produz divertidas colagens de cachorros. Confira abaixo:
Os valores das colagens: de $900.00 a $2,500.00
Site da Michel Leah Keck: www.michelkeck.com
Seção: Arte Tags: arte colagem, colagem, colagem animais, colagens cachorros, michel keck, michel-leah-keck, michelkeck-com, the artist raw
Por Priscila Magalhães
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Recorte: um olhar de Elliott Erwitt
Diante dos traços geométricos usados a favor do destaque dos cães, está essa fotografia. O primeiro impacto da imagem é, sem dúvidas, o desespero do animal por estar preso, visível em suas orelhas baixas como sinal de submissão. O cão está sujeito a viver em cativeiro porque é um animal domesticado para servir ao homem. Mesmo os cães de rua podem sofrer essa situação. Se em algum momento oferecerem perigo para a sociedade, esses bichos são capturados pelo centro de zoonoses e enjaulados, feito selvagens. Aqui não se sabe ao certo qual é o contexto. De acordo com as características físicas do cão que está em primeiro plano, comparadas as dos demais que aparecem ao fundo, trata-se de um canil com exemplares adultos da raça Labrador. O que os diferencia é somente a cor. Ainda sob o contexto das tonalidades, é curioso perceber que o único ponto realmente escuro da foto é o cão que aparece como assunto principal. O fundo, que está bem iluminado, deixa os demais cães claros como um pano de fundo somente, sem grande destaque. Contudo, essa fotografia também pode ser interpretada como uma chamada ao racismo, visto que o cão do primeiro plano - aquele que parece implorar por sua saída – é escuro, enquanto aqueles que formam um grupo mais ao fundo são todos claros. Apesar da tristeza transparecer em todos os animais (perceptível em suas faces, sóbrias e sem interatividade), aquele que faz notar a situação, de imediato, é o cão que aparece em tamanho maior. Observar seu ato carrega o olhar, automaticamente, para os demais em busca de uma outra informação sobre estado daquele local.
Diferentemente daqueles profissionais do passado que colocavam roupas nos pets para deixar a imagem com um toque humorístico, Elliott usa do enquadramento, de suas técnicas de fotografia e de seu feeling para uma determinada cena fazer parecer aquilo que ele quer. Usando da ingenuidade do cão, lembrada por Ernst Haas, ele conta a história da forma que deseja, seja ela de protesto, de atenção ou somente por pura diversão.
"Os Cães de Elliott Erwitt", por Priscila Roque.
Estudo de conclusão de curso da Pós-Graduação em Jornalismo Cultural da FAAP (2010).
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Por Priscila Magalhães
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Elliott Erwitt
A relação de Elliott Erwitt com os cães já é de longa data. No artigo "The dog's life of a photographer" (1988), ele conta que sua primeira foto publicada de cachorro foi tirada em 1946, quando tinha apenas 18 anos e acabara de sair do exército norte-americano, após a Segunda Guerra. Apesar de não se lembrar ao certo que situação o levou a fotografá-lo, afirmou acha a foto divertida. Na mesma época, recebeu uma encomenda do norte-americano New York Times Sunday Magazine para produzir uma seqüência de fotos de moda sobre calçados de mulher. Ele decidiu, então, fotografar o ponto de vista dos cães. Em uma delas, por exemplo, aparece um da raça Chihuahua. Elliott fez uma brincadeira comparando o tamanho do calçado ao do cão, já que esta raça é conhecida como a menor do mundo. E ele justifica: "Cães vêem mais sapatos do que qualquer pessoa." Contudo, a maioria de suas fotos com esses animais não foram originadas a partir de uma pauta, faz parte de um hobby.

Em entrevista ao escritor Sean Callahan, Elliott relata que uma de suas ex-esposas dizia que ele se via nos cães, que se identificava com o animal, visto que grande parte de suas fotografias relacionadas ao assunto parece contar uma história, humanizando o bicho. Ele sempre teve cães como animais de estimação e, pela convivência, se interessou pelo jeito engraçado e travesso deles quando estão em liberdade e também nas ruas. No artigo "My dog days" (1998) , ele explica: "Minha atração pelos cães é agitada puramente pela emoção." Desde seu primeiro cão, adotado das ruas e que o acompanhou nos anos 40, até seu atual, Sammy , que tem 15 anos, Elliott já tentou desvendar e explicar o que tanto o cativa nesse tema. No mesmo texto, conta: "Cães não precisam dizer 'Olhe para mim!', como as crianças fazem." Para ele, esses animais precisam viver diariamente em dois mundos diferentes de uma única vez: o dos próprios cães e o dos humanos. Por conta disso, eles estão sempre alerta e são admiráveis.
Para fotografar cães, uma das técnicas de Elliott é usar a perspectiva do ponto de vista do cão, não o de seu proprietário. Por conta disso, se torna incontável o número de fotos em que cães aparecem inteiros, enquanto seus donos exibem somente as pernas.
"Os Cães de Elliott Erwitt", por Priscila Roque.
Estudo de conclusão de curso da Pós-Graduação em Jornalismo Cultural da FAAP (2010).
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